Artigos | Postado no dia: 3 fevereiro, 2026

POSSO RECEBER AUXÍLIO-ACIDENTE E CONTINUAR TRABALHANDO?

Essa é uma dúvida muito comum entre trabalhadores que sofreram acidente ou desenvolveram doença relacionada ao trabalho e ficaram com alguma sequela. A resposta é sim, em regra é possível receber auxílio-acidente e continuar trabalhando, mas há pontos importantes que precisam ser entendidos.

 

O que é o auxílio-acidente?

O auxílio-acidente é um benefício indenizatório pago pelo INSS ao segurado que, após um acidente ou doença, apresenta sequela permanente que reduz sua capacidade de trabalho, mesmo que de forma parcial.

Ele não substitui o salário. Serve como uma compensação financeira pela perda funcional sofrida.

 

Posso trabalhar enquanto recebo auxílio-acidente?

Sim. Diferentemente de outros benefícios, o auxílio-acidente é compatível com o exercício da atividade profissional. Isso significa que o segurado pode:

  • Continuar no mesmo emprego
  • Mudar de função
  • Trabalhar em outra empresa
  • Ser autônomo ou empregado

O benefício será pago junto com o salário, sem impedimento legal.

 

Quando o auxílio-acidente começa a ser pago?

Normalmente, o auxílio-acidente é concedido após a cessação do auxílio-doença, quando fica comprovada a sequela permanente. Ele é pago até a aposentadoria ou até eventual revisão do benefício.

 

O benefício pode ser cancelado se eu trabalhar?

Não. O simples fato de trabalhar não cancela o auxílio-acidente. O que pode levar à cessação é:

  • A concessão de aposentadoria
  • Revisão administrativa que descaracterize a sequela (situação menos comum)

 

Quem tem direito ao auxílio-acidente?

De forma geral, têm direito:

  • Empregados com carteira assinada
  • Trabalhadores avulsos
  • Segurados especiais

👉 Contribuintes individuais e facultativos, em regra, não têm direito, salvo exceções reconhecidas judicialmente.

 

Conclusão

O auxílio-acidente foi criado justamente para permitir que o trabalhador continue ativo, mesmo com limitações, recebendo uma compensação financeira pela redução da capacidade laboral.

Se houver negativa do INSS ou dúvidas sobre o direito, a análise jurídica do caso concreto é fundamental.

Conteúdo informativo, não substitui consulta jurídica.